O que aprendi com pessoas felizes
Lembro-me de ter lido uma vez que se uma pessoa queria ser feliz, uma das coisas que deveria fazer é conviver com outras pessoas felizes. O conselho, banal mas nem por isso menos correto, merece uma reflexão.
Eu conheço pessoas felizes. Particularmente gosto de pensar a maior parte do tempo que estou incluído neste grupo e, admito, foi com elas que aprendi algumas coisas importantes sobre pessoas felizes. A mais importante delas é que essas pessoas assumem a responsabilidade por suas vidas e conseqüentemente, por sua felicidade.
Não quero dizer com isso que estou alheio aos fatores externos que influenciam nossas vidas. Questões sociais, econômicas, políticas têm seu peso na felicidade, bem como a história pessoal, com suas pequenas ou grandes tragédias. Mas acredito que a influência que estas coisas possuem está diretamente ligada ao fato de não reconhecermos o modo como elas nos afetam e não agirmos.
Na verdade, eu não acredito apenas que pessoas felizes assumem responsabilidade por suas vidas, mas que a felicidade está(é) exatamente nesta sensação de protagonismo. Seja como atores de transformação social ou como agentes na superação de dramas pessoais, é a sensação de estar agindo sobre este mundo que produz felicidade.
Não ficamos muito satisfeitos quando conseguimos as coisas. Prova disto é a cultura do consumismo em que a felicidade dura o tempo de uma transação eletrônica do cartão de crédito. Nossa cultura afeta sua felicidade? Sim, por isso é importante compreendê-la para poder decidir.
Então pessoas felizes são pessoas que entendendo o mundo que as cerca decidem protagonizar suas vidas com os recursos disponíveis. Pessoas felizes têm objetivos que não vão terminar enquanto viverem, apenas etapas são concluídas.
E as pessoas infelizes? Bom, nestas existem dois tipos: as que não conhecem os fatores que as afetam e as que não aceitam a responsabilidade por suas vidas.
O primeiro tipo nem sempre age como vítima, embora quase sempre o seja pelo menos de uma coisa: lhe foi negado a possibilidade de aprender sobre o mundo num aspecto que hoje lhe seria útil. Pode ser o conhecimento formal da escola ou aprendizado emocional de sua família. Alguns se rebelam contra o mundo que não funciona, o problema é que quase sempre não sabem qual é o “inimigo”. Outros “compram” uma solução de felicidade oferecida por nossa cultura (e comprar, neste caso, é o termo mais adequado).
O segundo tipo, de algum modo sabe da influência externa em sua felicidade. Aliás, sabe tão bem que colocam toda a culpa nela. São vítimas do mundo. Talvez até sejam, afinal ninguém lhes ensinou sobre sua cota de responsabilidade para serem felizes.

julho 18th, 2006 at 9:57 am
Eu quero ser feliz, ams nem sempre gosto de estar junto com pessoas que estão super felizes pq eu me sinto mais mal ainda em saber que eu naum estou tão feliz igual a eles…Mas é a vida acontece assim mesmo…Tenha um bom dia!
junho 29th, 2007 at 3:43 pm
e ainda existem aquelas pessoas que nao sabiam o singificado da palavra felicidade, como e o meu caso em que apenas agr esta palavra entrou no meu “dicionario”. nao sabendo o significado desta palavra nao sabia o significado da vida, em todos os aspectos. e a vida vale a pena.
março 24th, 2008 at 11:02 pm
Eu penso o seguinte: no nosso mundo capitalista e materialista, as pessoas criaram hábitos de associar o conceito de felicidade à riqueza material. Além disso, existe a questão da ansiedade, que também impulsiona o consumismo, o que já é um outro assunto. Não existe vida 100% feliz. Não podemos nos sentir felizes 100% do nosso tempo. Se isso acontecesse, como você iria distinguir o que é e o que não é felicidade ? Os momentos ruins existem para nos ensinar e para nos mostrar quais são os momentos bons, ou seja, a felicidade só é fantástica porque existe a tristeza. Então, assim como a motivação é algo que parte do próprio indivíduo, assim funciona também a felicidade. Todos os dias quando você acordar, pense em quantas pessoas não têm um lar p/ morar…Quantas não têm pernas e braços…Quantas não tem nem pernas e nem braços, ficando apenas com o tronco…Quantas não têm o que comer todos os dias…Aí você reflete e chega à conclusão de que existem pessoas em situações muito piores do que a sua…Então, reflita se você é uma pessoa feliz ou não…
março 25th, 2008 at 12:09 am
Henri Louné »
Existe uma grande diferença entre pessoas felizes e as pessoas super-felizes: só as primeira existem. E não se sinta mal, corra atrás.
Paulo