Nossa cultura nos permite adotar uma linguagem que dá muito espaço para imprecisão, fazendo com que nossa comunicação fique impregnada de impressões subjetivas e pouco claras a cerca de coisas que acreditamos estar bem definidas e restrita aos fatos. Veja, por exemplo, as expressões a seguir:
- Uma grande chance
- Quase pronto
- Muito provável
- Freqüentemente
- Impossível
- Eventualmente
- Desejável
- Melhor que antes
- Possível
- Se puder
- Entregar logo
- Provável
- Pode ser
- Raramente
- Muito
Elas nem sempre significam as mesmas coisas para a pessoas que fala e a que escuta. Todos as usamos, eu mesmo identifico em meus textos, mas podemos ficar atentos e evitá-las principalmente quando precisamos de algo que envolva prazos, freqüências e valores. Talvez você acredite que seja mais gentil pedir que algo seja feito “logo” ou “mais rápido” no entanto, você pode evitar frustrações para ambos se explicar que precisa daquilo até a próxima segunda-feira. O mesmo vale para quando você assume compromissos, ser vago e impreciso poderá causar dois efeitos perigosos. O primeiro é de não cumprir o esperado, pois você prometeu algo e o seu ouvinte entendeu outra. A segunda é que você pode passar a idéia de que não assume compromissos, preferindo usar palavras não comprometedoras.
Caso alguém peça algo ou forneça uma informação imprecisa, remova a imprecisão da comunicação: ofereça um prazo ao que lhe é solicitado, diga-lhe que fará com determinada freqüência ou quando determinado evento ocorrer. E pergunte, se necessário, o que precisa saber.
Tags: comportamento, linguagem, Produtividade
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